Afinal, o que é Switchel, essa bebida que todo mundo está tomando?

Relativamente nova no mercado, a Kiro inaugurou a categoria de switchel no Brasil. À base de gengibre, mel e vinagre de maçã, a bebida promove os não alcoólicos dentro do universo boêmio.

Os ingredientes parecem simples, mas a combinação é nada óbvia. Para atingir a refrescância e a proporção certa de cada componente do switchel, bebida à base de água, gengibre, mel e vinagre de maçã, é preciso habilidade e uma dose de paciência. Além do nome gringo (se pronuncia su-í-tchel), a complexidade da bebida se estende também no sabor exótico, onde o doce, ácido e o picante entram em sintonia pra produzir esse drinque não-alcoólico de muita personalidade.

Não é um chá fermentado, como o kombucha, tão pouco um suco mais sofisticado. Talvez seja por isso que a bebida esteja despertando tanta curiosidade por aí. Apesar da categoria ser relativamente nova no mercado, o switchel é popular entre os trabalhadores rurais desde meados do século XVII, principalmente por ser um isotônico natural altamente revigorante e hidratante. Mas por ter origem incerta, há quem diga que a bebida é utilizada até antes disso, em práticas religiosas na África e Caribe ou até mesmo pelos Amish, grupo rural religioso europeu que mais tarde migrou pros EUA e Rússia. Aqui no Brasil, a história é mais recente e começou com a Kiro, marca nacional que surgiu como uma alternativa às bebidas alcoólicas e refrigerantes.

A fórmula ancestral conquistou o paladar de Leeward Wang e Gustavo Reis em 2014, quando leram sobre a bebida numa revista estrangeira e logo foram testar possíveis receitas despretensiosamente. Mal sabiam que os inúmeros testes caseiros os levariam à criação de uma marca própria: a Kiro. “Começamos a vender switchel no restaurante do Gustavo, na Vila Clementino (zona sul de São Paulo), e fez sucesso. Foi aí que entramos no Projeto de Garagem, que dava auxílio à empresas como a Kiro a saírem do papel, e começamos o processo de formalização e estruturação da empresa. Em 2017, a gente lançou a bebida no mercado”, conta Lee.

Foi nesse período de construção de marca que os publicitários Lena Mattar e Roberto Meirelles sentiram sinergia com o projeto e resolveram se juntar à empreitada como sócios. “As bebidas não alcoólicas caminham muito mais como um lance infantil ou ligado à saúde e bem-estar. A Kiro veio de encontro com a nossa vontade de falar sobre bebidas sem álcool dentro do universo boêmio, um mercado ainda restrito. É possível tomar switchel no bar ou numa festa”, diz Roberto.

O switchel brasileiro também já dominou a cena gastronômica da São Paulo, sendo encontrado desde o primeiro ano de atuação em restaurantes renomados, como o Maní, da chef Helena Rizzo, e o Arturito, da Paola Carosella. O entendimento e apoio desses chefs foi super importante pro crescimento da Kiro, tanto em quantidade de produção, como na construção da imagem do produto. Se antes eles produziam cerca de mil garrafas por mês, hoje são mais de 15 mil garrafas distribuídas em 90 pontos da capital, incluindo restaurantes, bares, cafeterias e padarias.


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